segunda-feira, 31 de março de 2014

"(...) Para Cioran, quando uma sociedade cai fora das utopias políticas, não há mais esperanças, e consequentemente não se pode mais haver vida. Sem utopia, escreve Cioran, as pessoas são forçadas a cometer suicídio; graças à utopia, elas cometem homicídio.(...)"



Tomislav Sunic, em: "Emil Cioran e o Culto à Morte"

(Fonte: legio-victrix.blogspot.com.br - acesso em 31/03/2014)

quinta-feira, 27 de março de 2014

“Vendo a cegueira e a miséria do homem, e as contradições espantosas que se descobrem na sua natureza, e olhando para todo um universo mudo e para um homem sem luz, abandonando a si mesmo, como que exilado num recanto do universo, sem saber quem aí o colocou, o que faz aí, o que lhe acontecerá ao morrer, fico apavorado”


Voltaire. in Cartas Filosóficas

quarta-feira, 26 de março de 2014




"(...) O impulso apolíneo conduz a um estado de tranqüilidade, segurança, pois encobre a realidade, a dor e o sofrimento de tal maneira que esta nova realidade criada, a bela aparência, passa a valer como verdadeira realidade. O dionisíaco, por sua vez, ao promover o conhecimento da realidade, ao mundo que se esconde sob a bela aparência, um mundo marcado por dor e sofrimento, pode levar a uma negação da vida pelo desgosto causado pelo horror e absurdo do ser. (...)"


"(...) Esse conhecimento, ou melhor, essa experiência dionisíaca se dá de forma imediata, ou seja, não é mediada por imagens, é uma intuição (Anschauung), um conhecimento que não pode ser adquirido por meio de conceitos e, por isso, se apresenta como antípoda ao conhecimento socrático, primeiro por privilegiar a vivência em detrimento do discurso racional, e, segundo, por não ser moral, ao desvincular a moral e estética, não mais equiparando o Bem à Verdade e ao Belo. (...)"

"(...) A Metafísica da arte justifica a existência e o mundo como fenômenos estéticos, tornando-os possíveis de serem vividos, pois a vida torna-se viável quando há espaço para o encantamento, para o espanto, para as novas possibilidades. O mundo é visto como a eterna possibilidade do criar, do vir a ser, não havendo espaço para o definido, o determinado, para verdades, pois tudo está em constante mudança, num eterno devir.(...)" 

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 O Trágico como afirmação da vida.  - Célia Machado Benvenho

(Revista Trágica: estudos sobre Nietzsche – 2º semestre de 2008 – Vol.1 – nº2 – pp.18-36)