quarta-feira, 21 de março de 2012

O Direito, a Arte e a Sensibilização




"(...) O discurso jurídico tradicional dirá: todo ser humano tem direito à nacionalidade e à alimentação digna. Porém, filmes como “Trem da vida”, ou “Garapa”, envolverão aqueles que os assistem no drama de apátridas ou de pessoas que conhecem a fome crônica, levando-os, talvez, a superarem o seu contexto existencial e inserirem-se em novas realidades, experimentadas por meio da arte. Assim, autores como Rorty e Nussbaum defendem que concei­tos como sensibilidade, imaginação criativa, empatia são indissociáveis da luta pela defesa de direitos."  (Grifei)


(...)


"O condicionamento sentimental, a educação sentimental, são vistos como algo muito mais importante para o desenvolvimento de uma cultura humanista do que a busca pelo conhecimento. É na sensibilização, na possi­bilidade de ampliar “quem somos nós”, “nosso tipo de gente”, “gente como nós”, que está a aposta de RortyE a Arte permite a inserção dos indivíduos em “outros mundos”, ampliando-lhes a possibilidade de compreenderem realidades distintas: um romance pode aproximar o branco da escravidão; uma foto demonstrar o horror de uma guerra; um poema, a angústia de um prisioneiro; um filme, as barbaridades ocorridas em uma grande cidade; uma música entoar um canto de liberdade; uma peça de teatro apresentar ao homem a realidade feminina. (...)". (Grifei)





Eduardo Gonçalves Rocha e Marcia Cristina Puydinger de Fazio: "O Direito Pela Arte: O Movimento Casa Warat" (Revista Direito e Sensibilidade)



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Recomendo fortemente a leitura da íntegra do excelente artigo acima mencionado. Para ter acesso, basta clicar no título em epígrafe.









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